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Oceano Conectado

Impactos Positivos

Já imaginou como a tecnologia afeta positivamente a vida dos animais marinhos? Veja o resultado da pesquisa dos alunos do 2° ano de Tecnologia

Monitoramento por Satélite e Sensoriamento Remoto

Esta tecnologia oferece uma visão sinóptica e contínua da vasta superfície oceânica, algo impossível de alcançar apenas com navios. Satélites equipados com radiômetros medem a temperatura da superfície do mar (TSM) com precisão, sendo essenciais para prever eventos de branqueamento de corais e a intensificação de furacões. Além disso, sensores de "cor do oceano" detectam a clorofila-a, permitindo o monitoramento de blooms de fitoplâncton (a base da cadeia alimentar marinha) e a identificação de proliferações de algas nocivas. Altímetros de radar mapeiam a topografia da superfície do oceano, revelando padrões de correntes globais, redemoinhos e a elevação do nível do mar, dados cruciais para a modelagem climática.

Energias Renováveis Offshore (Eólica e Marés)

A principal contribuição dessa tecnologia é o combate direto às duas maiores ameaças climáticas aos oceanos: aquecimento e acidificação. Ao gerar eletricidade em larga escala sem a emissão de gases de efeito estufa, as turbinas eólicas offshore e os sistemas de energia das marés reduzem nossa dependência de combustíveis fósseis. Isso é vital porque o oceano absorve cerca de 25-30% do CO2 que emitimos; esse CO2 dissolvido forma ácido carbônico, causando a acidificação oceânica que corrói conchas e esqueletos de corais e plâncton. Portanto, ao diminuir as emissões de CO2 na fonte, essas tecnologias ajudam a desacelerar tanto o aumento da temperatura da água (que causa o branqueamento de corais) quanto a perigosa alteração química do pH marinho.

Tecnologias de Remoção de Plástico

Essas inovações abordam a poluição plástica existente em duas frentes principais. A primeira, e mais crítica, é a interceptação fluvial, que usa barreiras flutuantes automatizadas e sistemas de coleta (como o "Mr. Trash Wheel" ou "Interceptor") para capturar o lixo plástico nos rios antes que ele possa chegar ao oceano, fechando a torneira da poluição. A segunda frente foca na limpeza dos giros oceânicos, onde o plástico se acumula; exemplos incluem sistemas de barreiras passivas em grande escala que flutuam com as correntes para concentrar o plástico flutuante (macroplástico) para extração por embarcações. Embora ainda estejam em fase de aprimoramento e enfrentem desafios logísticos e de escala, representam uma mudança vital de uma abordagem puramente passiva para uma ação corretiva direta no combate a esse poluente visível.

Veículos Autônomos Subaquáticos (AUVs e ROVs)

Essas ferramentas são nossos "olhos" nas profundezas escuras e de alta pressão. Os ROVs (Veículos Operados Remotamente) são conectados por cabos a um navio-mãe, permitindo que os pilotos os manobrem em tempo real e usem braços robóticos para coletar amostras geológicas ou biológicas com precisão cirúrgica. Já os AUVs (Veículos Autônomos Subaquáticos) são pré-programados para missões de mapeamento, deslizando silenciosamente (como os "gliders") por longos períodos ou usando sonares de alta frequência para criar mapas 3D do leito marinho (batimetria). Eles exploram locais inacessíveis e perigosos, como fontes hidrotermais, cânions submarinos ou a parte inferior das plataformas de gelo, fornecendo dados essenciais sobre biodiversidade e geologia com impacto físico mínimo.